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terça-feira, 25 de maio de 2010

azul em guardanapo

sim. orgulha-te porque não lideras a vista.

uma mensagem quase eterna
mas para sempre.

aceno de mão cheia de um dedo só

hoje,
finalmente,
decidi abrir o meu grande livro preto.
No meu recanto e sossegada. a ouvir musica. tal como gosto de estar. e ser eu.
Li.

Hoje este é para ti.
Sim.
Descalça. E de saia a ondular no vento. Um pôr-do-sol magnífico. Daqueles mesmo laranjas. E grandes. E fortes. E nossos. Só nossos.
Em pé. Sentada. Deitada. Encostada.
A ti.
Contigo.
Em sorrisos ou gargalhadas.
Na relva. Num prado. Numa seara. No meio de papoilas. Ou girassóis. Ou pinceladas vermelhas.
Em desertos de lua não cheia.

Memórias e momentos e vidas vividas
(para)
sempre.
em tons laranja.

Para futuros suspiros
e desesperos ou desabafos
e respirações fundas.
Para as bem-vindas alegrias,
foras com as tristezas
e
mãos dadas em eventuais quedas.
esperemos que não

Contigo.
Acenos e palermices
em tons laranja a marinar...

terça-feira, 4 de maio de 2010

sem excepção

olhares.
são despedidas
e boas-vindas
e prazeres
em ver-te.

não há mãos que cheguem
para encher um abraço
que promete no futuro.

não há palavras
nunca
para descrever
o quão
e
o que
é bom.

pausas. e suspiros. e sorrisos. e choros.

...

nem sabemos o que vamos fazer.

a vida vai ter de ser vivida
sem coisas a esquecer.

simplesmente um agradecimento
a todos
os que me ajudaram a crescer
e a todos que o continuarão a fazer.

para sempre pequenina
e a ficar maior

terça-feira, 4 de agosto de 2009

obrigado

há obrigados para tudo.


uns dizem-se em voz alta...
...outros em pensamento...
...em segredos...
...e uns falam-se em trocas de olhares...

agradecemo-nos.
a ti. a vocês. a nós.

a cada coisa e pessoa que nos toca
e que não nos toca
e que nos faz tocar.

(aos outros.)


sexta-feira, 3 de julho de 2009

nostalgia

revivo momentos.
revivo lembranças e relembro vivências.
actos passados de tempo e actos passados da cabeça.
ligações gémeas e eléctricas consideradas, 3 anos de uma inseparação quase sempre constante.
foi tão bom. é tão bom.
reciclam-se os eventos mas as memórias ficam.
:)
que saudades desses tempos!
sabe bem voltar a eles nem que seja apenas por umas noites e dias.
passeios e céus solarengos e desenhos infinitos.
sorrisos e risos e choros.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

i have something

for you.
for
you.
for you.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

fazes-me rir

o teu carinho faz-me cócegas
rio-me com gargalhadas miúdas
de semi-cerrar os olhos.

:)

sabe bem

obrigada

quinta-feira, 11 de junho de 2009

vento

Shh....
Não fales.
ihihih
Não me olhes. Não me olhes assim.
tapa-me os olhos.


Sente. Ouve.
É mais um daqueles sorrisos
que tanto te falo
de olhos fechados.

(vooshh)

Estás a ouvir?
Sente este vento maravilha que nos desperta
e enrola em frases soltas
e pontuações arejadas.

É frio e é bom.
Hummm...

Sente cada aragem por detrás das orelhas
e o friozinho no pescoço.
Solto uma gargalhada de criança.

Cada rajada me afaga.
Despenteia.
É bonito de se ver.

Continua assim.
De olhos fechados.
Não os abras já.


:)

Sorrio para ti que aqui estás.
Abraço-te.

Vamos ficar...

...só mais um bocadinho.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Surrealidades diárias

Não.
Não era o mais bonito.

Nem o mais poético.

Nem o mais cortar-a-respiração.

Nem o mais especial.

Nunca o será.

São pausas num dia. São passeios a pé. São novos ares, ares frescos e renovados. São sorrisos de olhos fechados e músicas escolhidas. São fotografias mal tiradas. São imagens granuladas. São segundos imperfeitos. São amizades estranhas com pessoas estranhas. São bons sentidos. São embaraços desfísicos. São pessoas acabadas de conhecer. São apenas os últimos minutos do dia com luz solar. São momentos.

E silêncio. E observações. E risos. E partilhas. E palavras inventadas. E passados e futuros. E encontros futuros. E alegria.

Tudo num só. Ou em dois sós.

Ahahah, que coisa esquisita, esta!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

como azeite...

...e água.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

?

Um ficheiro. Um flac. Uma incógnita!!


Mais um à Mariana T.! :D

quarta-feira, 27 de maio de 2009

25 minutos

Foram apenas 25 minutos em que parei, graças a ti.
Sentadas num cantinho de um cantinho do campus, protegidas do vento, na relva.
25 minutos em que não fiz nada senão estar ao pé de ti, a ouvir música e ver rajadas de vento a arrastar cada ervita do descampado.
Soube-me bem! Soube-me a pouco!
Obrigada pelos minutos de paz!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Sorriso

Olhos que se semicerram num sorriso tímido.
Será?

terça-feira, 19 de maio de 2009

Terapia do Silêncio



Eu sabia o que ia fazer. Ia chegar ao pé de ti e berrar em desespero: Terapia! Preciso de terapia!!
Não te disse nada. Se ia estar contigo já sabia que ia ficar bem. Sabia que ia ter um ataque de riso como tenho sempre que estou contigo. Até porque está um belo dia de sol...
Então fomos e passeámos e lanchámos e aí ocorreu-me... ou correu-me, propriamente dito, porque desatámos a correr.
Segue-me!, disse-te.
Ainda tentaste fazer perguntas mas com uns tss! e ssh! consegui calar-te.
Então andámos. Rápido.

Não havia tempo a perder.
Guiei-te, ainda meia desorientada. Não tinha total certeza de como o ia fazer. Levei-te para uma encostazinha no meio do verde e árvores ao vento e céu limpo. Um casaco para não te sujares. Sou tão boa pessoa!
Sentei-me e tu imitaste-me. Impecável.
Tirei da minha carteira verde e velha uma caneta onde escrevi na tua mão.

Essas palavras são só tuas.

Porque passamos o tempo a correr e a pensar e a desesperar e a barafustar ou a irritar. Porque já nem damos conta que são horas de jantar ou já nem demos conta dos inúmeros suspiros entre bocejos...

PORQUE É BOM ESTAR EM SILÊNCIO
COM UM AMIGO.

Então deitei-me ao teu lado a ouvir uma musiquinha a calhar enquanto as palavras que me escreveste na minha mão ficavam bem coladas à memória com um sorriso de bem-estar....

Parou.
Tudo.
O vento acompanhava as melodias que iamos ouvindo enquanto adormecíamos no profundo relaxar... No final da primeira música abri os olhos. Aconteceu o que era suposto.

Aproveitar o último raio de sol.

Então suspirámos os dois em uníssono, despropositadamente e vivemos. por um bocadinho apenas.

Apercebi-me ou lembrei-me que... das melhores terapias para mim é proporcionar um momento destes a alguém.
A tua reacção fez valer a pena todo o esforço. :)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

umadatadecoisasquepodiaestarafazeragora

ouvir música no meio do deserto. apanhar vento na cara. sentir água fria nos pés. estar sentada na relva. apanhar banhos de sol. olhar para o céu. estar em silêncio junto a um amigo. passar uma manhã na cama. dormir. dançar. sair. beber uns copos. rir às gargalhadas. chorar de alegria. abraçar alguém. ouvir uma história. passear de barco. passear a pé. andar de comboio. ser surpreendida. comover alguém. ver um filme e comer pipocas. estar deitada em cima de um saco cama a ver estrelas. cantar. tagarelar. comer uma tripa de aveiro. receber um abraço. receber festinhas.

terça-feira, 24 de março de 2009

despedida

então... e aquele aperto de coração numa despedida?
Não é um sufoco? Um nó na garganta? Um soluço empatado? Uma lágrima colada?

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Uma pessoa

É interessante ver a diferença que uma pessoa faz na vida de alguém.

Ou é uma amizade há muito perdida,
um ente querido,
ou um novo amigo.

No primeiro caso
fazes-me falta

No segundo caso
fazes-me sempre falta

No último caso
bem-vindo

domingo, 30 de novembro de 2008

apetece-me correr e gritar pelo mundo, em alto e bom som:

ÉS FELIZ!!!!!

e rir às gargalhadas e ser feliz por ti também :)

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Porque tenho alguém que me conhece há 5 anos e sabe tudo sobre mim. O que gosto, o que não gosto, o que me faz feliz e o que me irrita. O que me toca e o que me desilude porque já passou por tudo e mais alguma coisa comigo.

Porque tenho alguém que conheço há 5 anos com quem nos chamavam de irmãs sem o sermos, apenas por nos termos colado uma à outra desde o início.

Porque tenho alguém que faz crescer e conhecer sempre um bocadinho mais do mundo.

Porque tenho alguém que me prepara surpresas, momentos, sussurros no meio do escuro e pufs amarelos.

Porque tenho alguém que já conheço há 7 ou 8 anos com quem me rio sempre com gosto e partilhei já inumeras actividades e confidências.

Porque tenho alguém que me dá sempre uma coisa especial, uma mensagem, um mail ou uma carta com um miminho sempre bem vindo.

Porque tenho alguém que admiro e gosto imenso pela coragem e força que suporta, mesmo nas alturas mais difíceis que uma pessoa pode passar.

Porque tenho alguém que me enche a minha nova casa com gritos e risos que me enchem o dia.

Porque tenho alguém que voltou a nascer para a vida e vive-a ao máximo cada vez mais perto de mim.

Porque tenho alguém que me dá a maior força e amor apesar da distância e que me aguarda sempre ansiosamente pelo meu regresso.

Porque tenho alguém que me faz sentir especial e capaz de mudar mesmo o mundo todas as semanas.

Porque tenho alguém que com o seu cabelo, olhos, gostos e inteligência vai vencer todos os obstáculos que lhe aparecerem.

Porque tenho alguém que é mais pequeno que eu e que é tão muito maior do que alguém alguma vez pode sonhar.

Porque tenho alguém que me acolhe nessa casa tão familiar.

Porque tenho alguém fora do país sempre à espera de me ver, sempre a me apoiar, sempre a me amar.

Porque tenho alguém cuja amizade está só no início mas cujo nome nos une.

Porque tenho alguém a quem guio e conheço melhor.

Porque tenho alguém que me dá a terra do mundo de onde as amizades nascem, me leva a passear e me concretiza os meus desejos.

Porque tenho sempre alguém.

E isso, faz-me muito feliz. É a maior felicidade do mundo. É ter alguém.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Quando te conheci eras apenas tempo. Pausas sem vontade de começar. Comigo foste obrigado a existir. A tua música começou. A pauta foi sendo escrita.
Passaste a ser vários tons e vários tempos misturados.
Mas
rapidamente
eras uma melodia corrente e acertada sem dar conta.
És sol lá e dó. De vez em quando ainda eras si e fá. Mas não se deu conta muitas vezes.
Depois
logo a seguir, passaste a notas mais solidas e no entanto és muito bemol. De sustenido não tens nada ou tens pouco.
És um ritmo contrastante.
No fim eras uma melodia para mim.
E depois
E agora
És um ritmo acelerado e necessário e na mesma com todas as pausas a que tens direito. És acordes em ré menor e maior, continuas a ser sol e dó. Lá também. Não fica esquecido. És crescente e decrescente sem normalizar.
É pena que toda a música tem de acabar.