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domingo, 13 de junho de 2010

palavra

falta-me a poesia nas palavras.

na verdade nem me apetece falar.

sim.
se calhar é isso.
estão perras.

são as palavras
que foram feitas para serem ditas.
não saltam pela boca mas
escorregam pelos olhos.

são dessas.
palavras que ninguém quer ouvir.

são daquelas.
acompanhadas por ares serenos e pacientes.

são destas.
que não deixam a sós.
que não deixam ir.

que ficam.
em qualquer lugar.
da mente.


segunda-feira, 31 de agosto de 2009

de novo a velha sensação

De novo, a velha
ganância de escrever.

Como não ?
se sabe de quê,
fala-se do
tempo que faz.

Os ventos mudam,
quer se queira quer não.
Empurram.
São rajadas que
as voltas trocam...

Agora não há braços
que segurem.
um .
kit de mãos livres,
livres para poder ir.

De novo começo
um começo novo.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Comunicar como designer

Como designer, o
....esperado
é que comunique através do desenho. Contudo, para mim, é o
desesperado.
Porque às vezes
um desenho só não chega.
Porque por vezes um desenho só
não consola,
não
faz a dor passar
,
não
enche a vida a ninguém
.
No entanto, como designer, o suposto é que comunique e para mim, comunicar é escrever.
Pode-se dizer que
ilustro com palavras
o mundo, o que vejo, o que sinto, o que penso, o que quero dizer ou mostrar.
Como designer, exprimo-me.
E para mim,
isso
basta.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Estou outra vez num daqueles dias em que me apetece escrever.
Escrevo banalidades.
Palavras que pulam
Piadas inteligentes.
Estúpidas. Burras.
Pulos da garganta e da cabeça.
Não escrevo nada. Nada mesmo.
Sintonia de conclusões
de preguiça.
São cúmulos.
Somos deprimentes.
Somos especiais.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Conversas

Há conversas que me inspiram
Conversas que me fazem escrever
Há conversas que me fazem falar
E outras me fazem conversar

Há conversas que
Umas que me fazem apenas ouvir
Outras conversas que me fazem arrepiar

Há conversas que me põem quente
outras a escaldar.
Conversas verdes, brancas, vermelhas e amarelas.

Tenho conversas de cortar a respiração.
Conversas absurdas, sérias

Monólogos
que não me pertencem

Tenho conversas necessárias, importantes, desinteressantes.

Mas como todas,
não passam de conversas.
Diálogos, frases, parágrafos, palavras e pontos finais.

sábado, 19 de abril de 2008

Apetece-me escrever
Não sei de quê mas apetece-me escrever.
Longas frases de palavras curtas e assustadoras. Pensamentos profundos e banais.
Soltos. Gargalhadas. Versos.
Palavras que surgem na cabeça como interruptores que acendem e desligam as minhas expressões.
Pauso. Pasmo. Penso e divago.
Falta-me o estatuto para ser alguém.
Tempos mudaram. Questões mudaram. Convenções mudaram.
Não só tenho de descobrir estas mudanças
como me falta destapar de todos os lençóis de que sou feita.
Espero não me emaranhar (nestas palavras).
Não quero estagnar num gosto retrógrado.