sábado, 26 de junho de 2010

la la la

laugh and cry
and turn it all a lie

quinta-feira, 24 de junho de 2010

comparações

fazem-nos chorar a rir
fazem-nos chorar apenas

terça-feira, 22 de junho de 2010

dust

cheira a pó

segunda-feira, 14 de junho de 2010

repele

é como aquela sensação
de azeite a aquecer
numa frigideira bem quente
e espichar umas gotas de água
e ouvir o fervilhar.

é reacção.
é a (não) mistura.
algo se passa com os dias de hoje
nem quente, nem frio demais
nem o suficiente para se estar
tudo bem.

é um clima anti-aderente.

domingo, 13 de junho de 2010

palavra

falta-me a poesia nas palavras.

na verdade nem me apetece falar.

sim.
se calhar é isso.
estão perras.

são as palavras
que foram feitas para serem ditas.
não saltam pela boca mas
escorregam pelos olhos.

são dessas.
palavras que ninguém quer ouvir.

são daquelas.
acompanhadas por ares serenos e pacientes.

são destas.
que não deixam a sós.
que não deixam ir.

que ficam.
em qualquer lugar.
da mente.


quinta-feira, 10 de junho de 2010

podia ser dito

do bebé à mãe

dos pais ao filho

de jesus a deus

do homem à mulher
.
mas não.
foi da mulher ao homem.


"eu caibo em ti."

segunda-feira, 7 de junho de 2010

8 de Junho de 2010 - Campus da Universidade de Aveiro

vários estados de espírito em várias peças, numa só mala

segunda-feira, 31 de maio de 2010

visão turva
não sei se de
sonhos vistos demasiadamente bem
ou do estado
não visível
em que estou.

há muita coisa dita
e não vista por muitos.

são enigmas
e respostas
no mesmo enunciado
com pouca claridade
se bem que
de luz não é
porque dessa há muita.

vivam os dias de sol.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

quase tudo

pauso.
tanta
tanta coisa para escrever.

uma barra vertical que pisca insistentemente para que escreva algo numa página em branco.
assim sendo

folha
olha.
marcador azul.
estás a ver?
mancha.
está a acontecer.
um pedaço de cinzento.
está?
uma nuvem.
sim.
é real.

uma janela num anoitecer à luz das velas.
pronto.

tudo dito

carregado

o ar que entra nos pulmões e que corta à faca
o olhar insistente para uma parede branca
a semana longa e demorada
o fio de raciocínio que não deixa descansar.

nem por um segundo me deixo dormir assim...

sou feliz

e os quatro ventos ja se esqueceram
para bem longe devem-na ter levado
mas quem não sabe é quem se engana:
a mensagem mantém-se a mesma
e de regresso vem mais forte
porque quem a traz é o vento do norte.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

disposição gravítica

depois de um dia inteiro a combate-lo
torna-se pesado.
apetece tirar tudo.
ficar leve. mais leve. sem nada.

respirar.
abrir os olhos.
o cabelo já está solto.
um brinco segurado por uma mão.

a vida é um milagre mas.
as pessoas não fazem milagres.

cansaço é uma capa susceptível da susceptibilidade sensível.
sim, é uma desculpa.
é cansaço.

é preciso agora te-los fechados.

terça-feira, 25 de maio de 2010

que sejam

hoje
cambalhotas
que terminam num mergulho
para a terra



e la fiquem.

e de verde se passa a castanho...

azul em guardanapo

sim. orgulha-te porque não lideras a vista.

uma mensagem quase eterna
mas para sempre.

aceno de mão cheia de um dedo só

hoje,
finalmente,
decidi abrir o meu grande livro preto.
No meu recanto e sossegada. a ouvir musica. tal como gosto de estar. e ser eu.
Li.

Hoje este é para ti.
Sim.
Descalça. E de saia a ondular no vento. Um pôr-do-sol magnífico. Daqueles mesmo laranjas. E grandes. E fortes. E nossos. Só nossos.
Em pé. Sentada. Deitada. Encostada.
A ti.
Contigo.
Em sorrisos ou gargalhadas.
Na relva. Num prado. Numa seara. No meio de papoilas. Ou girassóis. Ou pinceladas vermelhas.
Em desertos de lua não cheia.

Memórias e momentos e vidas vividas
(para)
sempre.
em tons laranja.

Para futuros suspiros
e desesperos ou desabafos
e respirações fundas.
Para as bem-vindas alegrias,
foras com as tristezas
e
mãos dadas em eventuais quedas.
esperemos que não

Contigo.
Acenos e palermices
em tons laranja a marinar...

não

não ando calada.
feliz. talvez.


será?

sábado, 22 de maio de 2010

voz que teima em nao vir
em meninas que não são de vidro
mas de lã.

demasiado calor para agora
talvez fosse melhor de algodão-doce.

sim, é verdade,
obrigada.
eu cresci.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

life is

a

m
i
r
a
c
l
e
.