terça-feira, 22 de setembro de 2009

curso de español

No me gusta la gente cobarde.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Benicassim

tens razão

marca e Marcou.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Episodio XXIII - Mão ao Pé

É como aqueles momentos em camas de hospitais.

Trata-se de um alguém que está deitado numa cama. E é velho. E está só. E não faz nada senão viver. E existe.

Mas é alguém que vai tendo as enfermeiras ao pé.

Umas que entram no seu quarto, a tagarelar sem um fim próximo e outras que sem mais nada agarram na sua mão a fazer festinhas como se fosse a tarefa das 16 horas da tarde.

Todas borradas de medo de fazer uma pergunta que seja sobre esse alguém porque sabem que é (mais um) velho deitado numa cama de hospital que não faz nada senão estar acordado e ter a consciência que apenas está a existir, praguejando a toda a hora na sua cabeça que o que mais lhe apetece é fugir dali p’ra fora.

Todas a arrastar a voz como que se fosse mais animador quando na verdade faz perder a paciência porque demora-se 3 minutos a ouvir algo de 30 segundos.

Todas com conversas do dia solarengo ou dos mexericos da vida nos corredores hospitalares sobre a médica que deixou cair o estetoscópio no chão e rachou a saia enquanto apanhava. Todas com discursos do mais puro nada a cumprir a tarefa das quatro da tarde.

Então esse alguém tem de fazer alguma coisa.

Então

espera por alguém.

Porque o que se quer é ter alguém.

Não importa o tempo que faz, o discurso que tem, a beleza que traz.

O que se quer é alguém que se chegue à nossa beira e que se faça sentir. Que não precise de dizer nada e que estenda a mão junto da nossa sem a tocar.

Porque sem uma palavra dizer, pergunta a esse velho que existe se quer alguma coisa.

Porque se ele quiser, ele que estenda a mão e que agarre.

Porque a companhia está lá. Está presente. É um presente.

Ele só precisa de a ir agarrando de vez em quando.

Umas vezes é um toque, outras, um simples poisar, um cruzar de dedos ou ser um forte aperto que nos toca até ao coração.

É como aqueles momentos em camas de hospitais.

Trata-se de alguém que está deitado numa cama. Mas que não é velho. Não está só. E que vive.

Faz mais que existir mas no entanto espera por alguém. Que se faça sentir. Que mostre a sua mão e o seu punho ao pé da mão e do punho dessa pessoa.

Para que seja preciso apenas agarrar quando é preciso, afastar os lençóis e ajudar a levantar da cama.

Depois disso vem um banho e tudo ficará melhor.

Episodio XXII - Creio

Estava deitada na praia. Estava com umas leggins meias molhadas da água quente do Mediterrânico sobre uma toalha meia dobrada, em cima da areia fina e fria e tanto me encanta. Mal via os meus amigos que no meio do negro da noite e o escuro do céu tomavam um banho nocturno.

Tentava abafar a música motar que rugia fortemente pelo areal adentro com o meu minúsculo ipod.

Pensava em ti.

Imaginava-me deitada sob o céu estrelado, que estava, mas numa clareira no meio de uma floresta com relva verde e molhada. Não sei porque é que, agora que tenho a praia que tanto queria, me ponho a querer agora uma erva verdejante.

Calada continuo deitada. Braço esquerdo sobre a minha barriga, braço direito atrás da nuca e joelhos para cima.

Deitas-te ao pé de mim, do lado esquerdo, com a cabeça na minha barriga. És o único que tem coragem para falar porque finalmente ouço a pergunta que me coloco tantas vezes.

- O que é que estás a fazer?

Podias ter perguntado em tom de descriminação. Podias ter posto um ponto de exclamação depois do de interrogação no final da frase. Podias ter acrescentado previamente um “mas que raio”. Podias ter medo de perguntar. Podias ter dado pausas. Podias nem saber do que estavas a falar. Mas era uma pergunta. Fizeste-a. E muito bem. E com toda a certeza do mundo. Algo que não tenho.

Estavas calmo.

Por mais desnorteada que seja essa pergunta, só o facto de a fazeres tranquilizou-me.

Creio que devo ter sorrido. Creio que nem me mexi. Creio que chorei.

Então creio que desviei um pouco a minha cabeça para a esquerda e para baixo, para poder contemplar um pouco o teu cabelo no meio da noite, a tua abstinência de agitação ao luar.

Quis te agradecer.

Quis que me abraçasses e me dissesses mil e uma coisas.

Queria continuar em silêncio.

Queria berrar “finalmente!”.

Então creio que sorri.

Porque não fiz absolutamente nada.

Porque não ia adiantar de nada.

Porque nem era preciso.

- Sei lá! Não faço a menor ideia.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Love and do what you will

Love
and do what you will;
if you keep silent,
keep silent in love;
if you discipline,
discipline with love;
if you forbear,
forbear with love;
let love's root be within you,
for from that root
nothing but goog can spring.
Ama
E fa'cio che vuoi;
se taci,
taci per amore;
se correggi,
se correggi per amore;
se perdoni,
`perdoni per amore;
abbi sempre in fondo del amore;
da questa radice
non possono che sorgere cose buone.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

bela noite para partir corações!

< está uma bela noite para partir 3 !

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

episódio XXI - 3 minutos e 25 segundos

Era uma noite de Verão daquelas bem quentes. Um relvado virado para um lago num local completamente impensável. Soleno. Com a tipica misticidade que uma noite bonita trás.

Um rapaz estava sentado, voltado para o espelho aguado. Braços apoiados nos joelhos. Pernas flectidas. Mantinha-se completamente imóvel. Absorto nas paisagens da Natureza e nas paisagens da cabeça. Precisava de algo mas não sabia o quê. Algo o perturbava.

Silenciosamente uma rapariga se aproxima dele. Descalça, com uns calções curtos, um top cinzento e um casaco fino que lhe pendia no ombro direito. A relva estava fresca mas não orvalhada.
Sem lhe tocar, sentou-se. Nada lhe disse. Nada lhe fez. Não olhou sequer para ele. Ficou impávida e serena a olhar em frente.

Não houve qualquer reacção nele.

Passado 1 minuto e 43 segundos encostou a cabeça dele no ombro dela. Os olhares não desviaram. As atenções não desfocaram.

Aos 2 minutos e 11 segundos ela sente uma lágrima no seu ombro nú. Tudo deslizava suavemente. A sensatez dela. O choro dele. A lágrima dele. No ombro dela.

Não havia nada para dizer. Há muito que não diziam. Mas não importa. Palavras para quê? São bons amigos.

Depois de tudo escorrer, volta-se a sentar direito. Ambos que olhavam em frente, agora, aos 2 minutos e 43 segundos olharam um para o outro. Um olhar de 6 segundos. Depois re-dirigiram o olhar.

Aos 2 minutos e 50 ela levanta-se da mesma forma que chegou.
Silenciosa e serena.

Aí ele reagiu.
Por dentro.
Viu-a afastar-se dele tranquilamente sem nada para a impedir. Também não queria.

3 minutos e 25 segundos. Duas pessoas, uma noite. Uma despedida e dois choros.

so, I said:

...

emilie simon - ice girl

You were looking for someone to keep you warm
You found me
You were looking for someone to dry your tears
You found me
You were looking for someone to not be alone
You found me

But I'm the ice girl freezing you
I am the ice girl
I'm the ice girl freezing you
The ice girl
I'm the ice girl freezing you to the bone
But now i'm gone

You were looking for someone to comfort you
You found me
You were looking for someone to make smile
You found me
You were looking for someone, for somebody
But not for me

But I'm the ice girl freezing you
I am the ice girl
I'm the ice girl freezing you
The ice girl
I'm the ice girl freezing you to the bone
But now i'm gone

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

de novo a velha sensação

De novo, a velha
ganância de escrever.

Como não ?
se sabe de quê,
fala-se do
tempo que faz.

Os ventos mudam,
quer se queira quer não.
Empurram.
São rajadas que
as voltas trocam...

Agora não há braços
que segurem.
um .
kit de mãos livres,
livres para poder ir.

De novo começo
um começo novo.

domingo, 30 de agosto de 2009

novas vistas

de coração leve se passa bem o dia :)

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

todos os dias são

antagonias de sentimentos

correct me if I'm wrong

EVERYWHERE
EVERYONE
EVERYTHING
ENDS

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

41 coisas que seria

se fosse um animal seria uma leoa. se fosse um dos quatro elementos seria a terra. se fosse uma parte do corpo seria um ombro. se fosse uma palavra seria doce. se fosse um transporte seria um autocarro. se fosse uma cor seria amarelado. se fosse uma moeda europeia seria a de 2€. se fosse um número seria o 14. se fosse um símbolo seria o beta. se fosse uma flor seria um girassol. se fosse uma altura do dia seria o nascer do sol. se fosse uma divisão da casa seria o quarto. se fosse uma bebida alcoólica seria vinho do porto. se fosse um país seria Grécia. se fosse um oceano seria o Índico. se fosse uma hora seria as 10 da manhã. se fosse um calçado seria umas sapatilhas. se fosse uma constelação seria a cassiopeia. se fosse uma marca seria pantene. se fosse um tema seria filosofia. se fosse um filme seria um de acção. se fosse um mês seria Maio. se fosse um cliché seria a estrela polar. se fosse um pedaço de céu seria trovoada. se fosse um bocado de educação seria o desculpe. se fosse um dia seria o dia 20. se fosse uma onapatopeia seria ron ron. se fosse um dia da semana seria sábado. se fosse uma letra seria o M. se fosse um portátil seria um PC. se fosse um medicamento seria Spidifen. se fosse um osso seria a tíbia. se fosse uma expressão seria o cepticismo. se fosse um instrumento seria uma guitarra acústica. se fosse um objecto seria uma caneta preta. se fosse um artigo de higiene seria um perfume. se fosse uma forma geométrica seria um hexágono. se fosse uma disciplina do ciclo seria EVT. se fosse uma peça de roupa seria um lenço kafka. se fosse uma idade seria 15. se fosse um elemento da família seria uma irmã mais nova.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

o som de um fósforo a ser acendido no meio da escuridão

domingo, 23 de agosto de 2009

a.pontuação

sabes
?
sabes
.
sabes
!
sabes
...
sabes
?!

lanche da meia-noite

Como uns amores de amoras
com um amor-perfeito
ao peito.


para além
destas amoras
e
desta flor
,

Perfeito
é o meu amor

que levo aqui no peito.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

terça-feira, 4 de agosto de 2009

obrigado

obrigados para tudo.


uns dizem-se em voz alta...
...outros em pensamento...
...em segredos...
...e uns falam-se em trocas de olhares...

agradecemo-nos.
a ti. a vocês. a nós.

a cada coisa e pessoa que nos toca
e que não nos toca
e que nos faz tocar.

(aos outros.)