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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O tempo estava melancólico...
depois de um belo dia de sol
a noite era tempestuosa.


Abstraí-me
enquanto olhava através
da janela semi-embaciada.
Apoiei o cotovelo no rebordo
e quando o toquei..
foi como se sentisse a gota que descia
do outro lado do vidro
frio no meu braço.

De (f)acto,
ali estava;
a sua sombra projectada.

Foi um olá obrigado do Outono chegado.

domingo, 2 de novembro de 2008

19.10.2008

Chove. Aliás; não chove. Partículas de água pairam no ar à espera que o vento as empurre por aí a diante. Molhando. Humedecendo. Desconfortando.
Seria melhor chover torrencialmente. Bátegas de água a empurrar-nos contra o solo ao mesmo tempo que a gravidade nos suga o sorriso e a boa disposição.

Paira aquele tempo cinzento e alheado. Aquele em que as pessoas passam umas pelas outras de expressão apagada, lábios cerrados e olhos sérios. Cinzentos como a chuva. Olhos de quem passa por muito e sorrisos longínquos e inexistentes.
Deslizam como fantasmas sem se mexer. Imóveis na rua.

Ninguém sabe de nada.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

hoje, agora

a primeira chuvada de Setembro...

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Il pleut


Il pleut.

Chove.

Chove e troveja.
O tempo não é convidativo.

Chove.
Chove e quase que sentimos a Terra a mexer.
Quase que vemos cada gota de água a tocar no solo, a perfurar a terra, a humedecer.

Ouve-se.
Ouve-se o som da chuva.
Quase que se ouve cada gota de água a bater plingadamente no chão, nos guarda-chuvas, nas nossas cabeças.

Cheira-se.
Cheira-se o ar pesado, a terra húmida e o piso molhado.

Sente-se
Cada gota fria na cara, poças de águas, pés e pernas ensopadas, cabelos e roupas encharcadas.

Chove.
Chuva cinzenta.
Cinzenta, molhada, maldita!