O cansaço é algo que, infelizmente, cedo muito.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
domingo, 14 de agosto de 2011
sábado, 30 de julho de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Off I go | Greg Laswell
Loose ends, they tangle down
And then take flight
But never tie me down
Never tie me down.
Loose ends, they tangle down
And then take flight
But never tie me down
Never tie me down.
Off I go.
Where I fall
Is where I land.
Off I go.
Where I fall.
Is where I land.
domingo, 17 de julho de 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Pina Bauch
Uma fotografia
em movimento.
Um prazer
que dura mais que
um momento.
Uma beleza que nos põe irrequietos.
Um retirar do lugar de conforto,
de onde encaixa
para um outro sítio
insólito
que não pertence
mas que por isso
encaixa mesmo bem.
"I'm not interested in how people move,
but what moves them."
"I'm not interested in how people move,
but what moves them."
segunda-feira, 27 de junho de 2011
sexta-feira, 17 de junho de 2011
what doesn't kill you, only makes you stronger
Existem pequenos, pequenos fragmentos — frames, até — em que tudo está bem, tudo corre bem, tudo está perfeito, e se está mesmo feliz porque nada existe por aí fora que possa incomodar ou inquietar.
Ainda quando esses momentos não são plenos, há alturas em que é mesmo quase assim e sabe igualmente bem.
E há que sorrir por conseguir chegar a esse ponto, por mais ténue ou breve que seja, a vida não é sempre má.
Ainda quando esses momentos não são plenos, há alturas em que é mesmo quase assim e sabe igualmente bem.
E há que sorrir por conseguir chegar a esse ponto, por mais ténue ou breve que seja, a vida não é sempre má.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
hoje sinto-me uma criança
sinto-me uma criança. uma criança outra vez. outra vez em crises. em crises temporais. temporais em questões. questões do passado, do presente e do futuro. do passado, do presente e do futuro, como sempre. como sempre a divagar. a divagar melancolicamente. melancolicamente sonho aventuras. aventuras na noite. na noite sem ninguém me ver. sem ninguém me ver para poder fazer o que quiser. o que quiser com companhia. com companhia em silêncio. em silêncio me sinto uma criança. uma criança outra vez.
poder não ter de dizer nada
tenho um desejo. uma vontade enorme de cometer uma pequena loucura. qualquer coisa espontânea. sair daqui e fazer algo que normalmente não posso ou não consigo fazer. não planeado. não combinado. uma surpresa. algo inesperado. um reencontro. com um lugar. um lugar qualquer. uma viagem. por mais pequena que seja. uma liberdade sem muitas palavras. música para me acalmar a flor da pele. uma distracção fora do comum. mesmo que deitada.
fervo em electricidade estática.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
ler isto
Estou a ler isto como se estivesse a ler alguém, alguém que escreveu isto. Sem me aperceber que na verdade, estou-me a ler a mim mesmo.
Estou sentado. Estou de pé. Estou a ler isto sem me aperceber que podia estar a aproveitar o dia.
Passo o dia em frente a este computador. A ler linhas e linhas de código, consciente que podia deixar tudo a perder e simplesmente sair do buraco onde me encontro agora e aproveitar o dia.
Podia fazer isto tudo, agora, neste segundo.
Mas não. Estou ainda sentado ou de pé a ler isto.
A sério.
O que é que estou aqui a fazer?
Vou-me embora.
Acabo de ver isto mais tarde.
Estou sentado. Estou de pé. Estou a ler isto sem me aperceber que podia estar a aproveitar o dia.
Passo o dia em frente a este computador. A ler linhas e linhas de código, consciente que podia deixar tudo a perder e simplesmente sair do buraco onde me encontro agora e aproveitar o dia.
Podia fazer isto tudo, agora, neste segundo.
Mas não. Estou ainda sentado ou de pé a ler isto.
A sério.
O que é que estou aqui a fazer?
Vou-me embora.
Acabo de ver isto mais tarde.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
sábado, 9 de abril de 2011
White Spaces | Paul Auster
[…] I remain in the room in which
I am writing this. I put one foot in front of the other. I put one word in front of the other, and for each step
I take I add another word, as if for each word to be spoken there were another space to be crossed,
a distance to be filled by my body
as it moves through this space. It is
a journey through space, even if I get nowhere, even if I end up in the same place I started. It is a journey through space, as if into many cities and out of them, as if across desert, as if to the edge of some imaginary ocean, where each thought drowns
in the relentless waves of the real.
I put one foot in front of the other, and then I put the other foot in front of the first, which has now become the other and which will again become the first. I walk within these four walls, and for as long as I am here I can go anywhere I like. I can go from one end of the room to the other and touch any of the four walls, or even all the walls, one after the other, exactly as I like. If the spirit moves me I can stand in the center, of the room. If the spirit moves me in another direction, I can stand in any one of the four corners. Sometimes
I touch one of those four corners and in this way bring myself into contact with two walls at the same time.
Now and then I let my eyes roam up to the ceiling, and when I am particularly exhausted by my efforts there is always the floor to welcome my body. The light, streaming through the windows, never casts the same shadow twice, and at any given moment I feel myself on the brink of discovering some terrible, unimagined truth. These are moments of great happiness for me. […]
in Selected Poems, London 1998
sexta-feira, 8 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
agradecer a um quem
"Saber datas é importante. Sabes sempre o dia certo de um momento, de uma acção ou de uma união com alguém. Sabes quando agradecer e a quem."
"A quem o dizes?"
"A quem tiver de o dizer. Há sempre a algo ou a alguém a quem podes agradecer."
"Como a Deus?"
"Por exemplo. Mas se não acreditas tens sempre a possibilidade de agradecer a quem faz parte de ti e do que é teu. Há sempre alguém disposto a ouvir e partilhar a mesma alegria e emoção contigo."
"E essas pessoas...sabem o que dizes?"
"Bem...sim, mesmo que não mo recitem nas palavras certas, sabem bem a mensagem"
"Como é que te ouvem?"
"Não é difícil... dizes baixinho como um segredo e eles ouvem com o coração. Mesmo que não estejam ao pé de ti. Sabe-se. Sente-se."
"Também tens pessoas que to digam a ti?"
"Sim, algumas. Mas das vezes que ouço faz-me sempre sorrir."
"A quem o dizes?"
"A quem tiver de o dizer. Há sempre a algo ou a alguém a quem podes agradecer."
"Como a Deus?"
"Por exemplo. Mas se não acreditas tens sempre a possibilidade de agradecer a quem faz parte de ti e do que é teu. Há sempre alguém disposto a ouvir e partilhar a mesma alegria e emoção contigo."
"E essas pessoas...sabem o que dizes?"
"Bem...sim, mesmo que não mo recitem nas palavras certas, sabem bem a mensagem"
"Como é que te ouvem?"
"Não é difícil... dizes baixinho como um segredo e eles ouvem com o coração. Mesmo que não estejam ao pé de ti. Sabe-se. Sente-se."
"Também tens pessoas que to digam a ti?"
"Sim, algumas. Mas das vezes que ouço faz-me sempre sorrir."
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